O Despertar do MDM (Mobile Device Management) no Brasil

Mesmo com certo atraso devido às restrições de importações até então existentes, entre o final da década de 80 e o início da década de 90, os escritórios das empresas brasileiras começaram a serem inundados por PC’s desktops, inicialmente isolados e depois conectados através de redes locais. Logo se criou um grande problema, cuja solução não foi simples e demandou muito tempo e investimentos: a necessidade de gerenciamento desses equipamentos. Num primeiro momento cada usuário fazia o que bem entendia com o seu PC: instalava e desinstalava softwares (muitas vezes piratas); não havia proteção dos programas nem dos dados armazenados; utilizava programas muitas vezes desatualizados; ocorria contaminação por vírus de toda a rede por culpa de um usuário ter instalado um programa pirata; ocorriam perdas de trabalhos por falta de uma política de backup adequada; etc. Logo esse problema foi ainda agravado com o surgimento dos primeiros laptops, que agregaram a esse contexto a dimensão da mobilidade, porém com as severas limitações da tecnologia de comunicação então disponível. Enfim, tudo era permitido e possível de acontecer nessas redes. Essa insegurança, adicionada ao custo elevado dos equipamentos, ajudava a inibir e retardar o avanço dos processos de automação em muitas empresas, principalmente nas médias e pequenas.

Esse quadro começou a mudar quando as empresas passaram a dispor de sistemas, inicialmente complexos e caros, para fazer o gerenciamento e proteção de suas redes de PC’s desktops e notebooks. Além de uma variedade de softwares especializados, também passaram a surgir no mercado muitas empresas oferecendo esse gerenciamento como serviço, o que facilitou bastante a adoção dessa tecnologia por todo tipo e porte de organização.

Agora, estamos perante a um novo desafio, com as mesmas características, porém bem mais complexo. Os mesmos problemas que tivemos no passado, quando da popularização dos desktops, passaram agora a existir com a atual explosão da demanda dos smartphones e tablets.  O agravante é que hoje esses dispositivos móveis, embora pequenos, são bem mais poderosos que os PC’s de então e, portanto, capazes de gerar grandes estragos nas políticas de segurança das empresas.  O problema é ainda agravado pelo fato de que quase todos os funcionários carregam no bolso (…ou na bolsa) um ou mais dispositivos de sua propriedade, ou fornecido pela empresa, capazes de conectarem-se nas redes corporativas onde quer que estejam, através de redes Wi-Fi ou 3G (e…logo teremos a 4G, ainda muito mais rápida e eficiente).  Os recursos desses equipamentos permitem ao usuário transportar imensas quantidades de dados e executar programas muito complexos, totalmente fora do controle das suas organizações. Num primeiro momento o problema não era crítico porque as empresas só permitiam o acesso às suas redes dos dispositivos de sua propriedade, utilizados pelos seus funcionários para atividades específicas de automação ou para a recepção ou transmissão de emails. Entretanto, a popularização dos smartphones está forçando a quebra dessas restrições, tanto que já existe até um nome para isso: BYOD, que significa: “Bring Your Own Device”, ou seja, que estimula os funcionários a utilizarem seus próprios dispositivos pessoais também para as suas atividades profissionais.  O argumento é de que o indivíduo não mais precisará carregar dois dispositivos, um para seu uso pessoal e outro para uso profissional. A recente disseminação do uso de tablets reforça ainda mais esse argumento, pois, tratando-se de um equipamento bem maior, faria ainda menos sentido carregar mais de um.

A solução para esses problemas é a adoção pelas empresas da tecnologia chamada de MDM, ou Mobile Device Management. Os sistemas de MDM permitem às empresas fazerem, em tempo real, a completa gestão dos dispositivos que fazem acesso à sua rede e aos seus dados corporativos, assim como permite também manter a proteção desses dados quando armazenados nos dispositivos. Utilizando um sistema MDM, as empresas terão condições de se assegurar que seus dados estarão protegidos em qualquer situação, mesmo no caso de extravio ou roubo do dispositivo, assim como estabelecer restrições de uso e acesso, particularmente quando o dispositivo for de sua propriedade.

As principais funcionalidades de um sistema MDM são:

- Monitoramento dos programas e processos em execução;

- Instalação, desinstalação e atualização de programas “over the air”;

- Controle do uso de bateria e memória;

- Controle da localização e rota percorrida pelo dispositivo num período de tempo;

- Controle do acesso e exigência de senhas;

- Operação remota e atualização ou remoção de arquivos;

- Controle e segurança de dados armazenados;

Agora, que o problema se tornou visível e o risco latente, as empresas brasileiras passaram realmente a se preocupar com os aspectos de gerenciamento e perceberam de que precisam adotar algum sistema de gestão dos dispositivos móveis próprios, ou dos funcionários, que acessam os seus dados, sob pena de perderem o controle sobre os mesmos. A variedade de sistemas operacionais e a multiplicidade de aplicações disponíveis para os mesmos tornam a gestão ainda mais complexa e necessária.

A MOBILTEC antecipou-se à necessidade do mercado nacional e investiu no desenvolvimento do M3 – MDM, que atende a todos os requisitos dos produtos similares ofertados no mercado internacional. O M3-MDM gerencia dispositivos que operam com Windows, Windows mobile, Android e iOS e, além disso, oferece também as funcionalidades próprias de um “mobile middleware”, e muito importantes para as empresas, tais como: sincronização de arquivos de dados, integração com sistemas corporativos, gerenciamento  de arquivos transmitidos e recebidos, gerenciamento das atividades desenvolvidas pelos usuários, obtenção de logs, traces, etc.

Escrito por Roni Silveira – Presidente da Mobiltec