Chamados de TI que se repetem: como o gerenciamento de dispositivos reduz o volume de tickets no suporte

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Boa parte da fila do help desk é feita dos mesmos chamados: app travado, precisa reinstalar, configuração errada, tela congelada, senha, aparelho lento. Sempre os mesmos, sempre de novo.

Cada ticket repetido cobra dois preços: o tempo do time de TI e a produtividade parada de quem fica esperando a solução.

Com o gerenciamento de dispositivos (MDM), a TI resolve remotamente e em massa, reinicia, reinstala a versão certa, reenvia configuração, sem deslocar técnico nem chamar o usuário à mesa.

E o ganho maior é prevenir: o monitoramento proativo detecta bateria, memória, armazenamento e conexão em risco e age antes de o chamado nascer.

Resultado: menos tickets, menos ação manual e um suporte que sai do modo apaga-incêndio.

Reduzir chamados de TI não é contratar mais gente para atender a fila mais rápido; é fazer com que boa parte desses chamados simplesmente não precise existir. A maioria dos tickets que lotam o help desk são problemas repetidos e previsíveis, ligados à configuração e ao estado dos dispositivos que os colaboradores usam dentro do escritório. Quando a TI passa a gerenciar esses dispositivos de forma centralizada, ela resolve à distância, trata vários casos de uma vez e antecipa a falha antes que alguém abra o chamado.

Este artigo mostra por que os mesmos chamados voltam toda semana, quanto isso custa de verdade e como o gerenciamento de dispositivos corta o volume por dois caminhos: resolução remota (mais rápida) e prevenção (o chamado nem chega a existir). Se você ainda está fechando o conceito por trás disso, vale ler antes o guia sobre o que é MDM e como funciona.

Por que os mesmos chamados de TI se repetem no suporte?

Porque a maior parte da fila não é composta de problemas novos e complexos, e sim de um punhado de incidentes recorrentes e previsíveis. Estudos de mercado apontam que os pedidos de redefinição de senha sozinhos chegam a representar cerca de metade dos chamados de help desk, segundo levantamentos da Gartner. É o mesmo tipo de ticket, todo dia, consumindo o tempo de gente qualificada.

No dia a dia do escritório, esses repetidos têm nome e sobrenome:

App travado ou fora do ar: o aplicativo de trabalho fecha sozinho, congela ou parou de abrir depois de uma atualização.

Precisa reinstalar: o colaborador desinstalou por engano, o app corrompeu ou está numa versão diferente da homologada.

Configuração errada: e-mail, rede, VPN ou algum parâmetro fora do padrão deixando o aparelho sem funcionar direito.

Tela congelada / aparelho travado: o dispositivo não responde e o usuário não sabe o que fazer além de ligar para a TI.

Senha e acesso: bloqueios, esquecimento e redefinições que se repetem para o mesmo grupo de pessoas.

Dispositivo lento: memória sob pressão, armazenamento cheio ou muitos processos abertos derrubando o desempenho.

O ponto em comum é que quase todos esses casos são detectáveis e tratáveis à distância, mas, sem uma ferramenta de gestão, cada um vira um atendimento manual, individual e reativo. A TI só descobre quando o telefone toca.

Profissional de suporte de TI trabalhando para reduzir chamados de TI e melhorar o atendimento

Quanto custa cada chamado de TI repetido?

Custa mais do que o tempo de quem atende. Cada ticket cobra dois preços somados: o custo operacional do atendimento (hora do time de TI) e a produtividade parada do colaborador que fica sem trabalhar enquanto espera. Multiplicado por centenas de chamados por mês, o número deixa de ser desprezível.

Alguns benchmarks de mercado ajudam a dimensionar o custo de manter esse modelo reativo:

O custo médio de um chamado de nível 1 (help desk) fica em torno de US$ 22, e o de suporte de mesa (desktop) sobe para cerca de US$ 70 por ticket, segundo o benchmarking 2024 da MetricNet.

A HDI aponta uma faixa ampla de US$ 6 a mais de US$ 40 por chamado, conforme o nível de suporte e o volume da operação.

Um atendimento assistido (telefone, chat, e-mail) custa cerca de US$ 13,50 por contato, contra US$ 1,84 no autosserviço, segundo a Gartner; ou seja, cada chamado que deixa de ser aberto economiza a diferença.

A redefinição de senha, tipo de ticket mais repetido, é estimada entre US$ 15 e US$ 70 por incidente pela Forrester Research.

Repare no padrão: quanto mais o chamado sobe de nível ou exige deslocamento, mais caro fica. Reduzir o volume (e resolver o que sobra remotamente, no nível mais baixo possível) é onde está a economia real.

Quais chamados o gerenciamento de dispositivos resolve remotamente?

A maioria deles. Boa parte dos incidentes repetidos se resolve à distância, sem deslocar técnico nem chamar o colaborador à mesa do suporte, porque o gerenciamento de dispositivos dá à TI controle direto sobre cada aparelho a partir de um painel central. Na prática, o atendente executa a correção em minutos, de onde estiver:

Reiniciar o dispositivo: remotamente para destravar uma tela congelada ou um sistema instável.

Reinstalar a versão correta: do aplicativo, substituindo uma versão corrompida ou divergente da homologada.

Reenviar a configuração: de e-mail, rede, VPN ou política, corrigindo o parâmetro errado sem passo a passo manual.

Acessar a tela remotamente: para ver o que o usuário está vendo e operar o aparelho junto com ele, encurtando o diagnóstico.

Enviar arquivos e mensagens: direto ao dispositivo, entregando um documento ou uma orientação sem depender de outro canal.

O efeito é duplo: o chamado se resolve mais rápido (fica no nível 1, sem escalar nem virar visita) e o colaborador volta a produzir em minutos. É a mesma lógica de acessar o dispositivo remotamente sem interromper a operação.

Dá para resolver vários chamados de uma vez?

Sim (e é aí que o volume despenca). Quando um mesmo problema atinge muitos dispositivos ao mesmo tempo (uma atualização que quebrou o app, uma configuração que precisa mudar, uma versão que precisa subir), tratar aparelho por aparelho é o que faz a fila crescer. As ações em massa invertem essa lógica: a TI seleciona o grupo de dispositivos afetados e aplica a correção uma única vez, para todos.

Na prática, isso significa reiniciar, reinstalar, reenviar configuração ou distribuir a versão certa de um aplicativo para dezenas ou centenas de dispositivos numa só operação. Dez chamados idênticos deixam de ser dez atendimentos e viram uma ação. Além de resolver, essa padronização evita que o mesmo problema volte disperso pelo parque, porque todos passam a rodar a mesma configuração homologada.

Como evitar que o chamado de TI nasça?

Com monitoramento proativo: em vez de esperar o problema estourar, a plataforma acompanha a saúde de cada dispositivo e age antes de o incidente virar chamado. É a diferença entre descobrir a falha pelo ticket do usuário e neutralizá-la enquanto ela ainda é só um sinal de alerta.

O mecanismo são os observadores de evento, ou seja, o modelo “quando acontecer X, faça Y”. A TI define os gatilhos e a plataforma vigia continuamente indicadores que costumam preceder o chamado:

Bateria: em nível crítico ou com consumo anormal, antes de o aparelho desligar no meio do expediente.

Memória: sob pressão, que deixaria o dispositivo lento e travado.

Armazenamento: cheio, que impediria atualizações e faria apps falharem.

Conexão: instável ou perdida, sinalizando um aparelho prestes a ficar fora do ar.

Quando o gatilho dispara, a plataforma avisa o responsável e, quando possível, já executa a ação de correção (libera espaço, reinicia, notifica o usuário). O chamado que teria sido aberto amanhã simplesmente não acontece. Esse é o coração do monitoramento proativo de dispositivos: antecipar em vez de reagir.

Como a padronização e a visibilidade reduzem o retrabalho?

Elas atacam a causa, não só o sintoma. Muitos chamados repetidos nascem de dispositivos configurados cada um de um jeito (versões diferentes, apps trocados, permissões inconsistentes). Padronizar por política e enxergar o parque em tempo real corta essa fonte de tickets antes que ela vire fila.

A padronização por política garante que cada grupo de dispositivos herde a mesma configuração, os mesmos aplicativos na versão homologada e as mesmas permissões automaticamente, ao entrar no grupo. Quando um aparelho sai do padrão, a plataforma corrige. Isso elimina a categoria inteira de chamados do tipo “o meu está diferente do dele”. A distribuição centralizada de apps completa o quadro: em vez de o usuário instalar por conta e abrir chamado quando dá errado, a TI publica e atualiza os aplicativos de forma controlada.

Por trás de tudo isso está a visibilidade: um painel único mostrando quais dispositivos estão online, bateria, versão do app, armazenamento e conexão. Sem enxergar o parque, toda decisão é reativa. Com essa visão, a TI age sobre o dispositivo com sinais de falha antes de ele gerar um ticket; é o valor da visibilidade do parque de dispositivos.

Suporte reativo x proativo: o que muda no volume de chamados?

SituaçãoSuporte reativo (sem gestão)Suporte com gerenciamento de dispositivos
App travado ou corrompidoUsuário abre chamado; técnico orienta passo a passo ou vai à mesaReinstalação remota da versão homologada, em minutos
Mesmo problema em muitos aparelhosUm atendimento para cada dispositivo afetadoUma ação em massa resolve todos de uma vez
Bateria, memória ou armazenamento em riscoDescoberto só quando o aparelho trava e o usuário ligaGatilho antecipa e remedia antes de virar chamado
Configuração fora do padrãoAjuste manual, dispositivo a dispositivoPolítica herdada por grupo aplica o padrão automaticamente
Diagnóstico difícilUsuário descreve o problema por telefoneAcesso remoto à tela: a TI vê e opera junto
Custo e escalaCresce com o tamanho do parqueCentralizado numa console, escala sem inflar a fila

Como o Cloud4Mobile ajuda a reduzir os chamados de TI?

O Cloud4Mobile, plataforma de MDM/EMM da Mobiltec, reúne num só painel os recursos que atacam o volume de chamados pelos dois lados, resolvendo o que aparece e prevenindo o que apareceria. Na prática, ele coloca nas mãos do suporte a capacidade de agir remotamente e em escala.

Resolução remota: reiniciar, reinstalar a versão correta do app, reenviar configuração, acessar a tela do dispositivo e enviar arquivos ou mensagens, sem deslocar técnico.

Ações em massa por seleção: aplicar uma correção, atualização ou configuração a um grupo inteiro de dispositivos de uma vez, em vez de um a um.

Monitoramento proativo com observadores de evento: gatilhos que vigiam bateria, memória, armazenamento e conexão e disparam alerta e ação antes de o problema virar chamado.

Padronização por política e distribuição de apps: cada grupo herda a mesma configuração e os apps homologados, com correção automática de quem sai do padrão.

O posicionamento é direto: menos problemas operacionais e menos ação manual. Ao centralizar a operação, o Cloud4Mobile transforma o suporte de dispositivos do escritório de uma fila reativa em uma operação que resolve à distância e antecipa a falha, o que se traduz em menos tickets e mais tempo da TI para o que importa.

Conclusão: menos chamado é gestão, não milagre

A fila do help desk cheia dos mesmos problemas não é uma fatalidade; é o sintoma de uma operação reativa. Quando a TI passa a gerenciar os dispositivos de forma centralizada, ela para de atender o mesmo chamado dez vezes: resolve remotamente, trata em massa e, principalmente, impede o problema de nascer com monitoramento proativo e padronização. O suporte sai do modo apaga-incêndio e o time ganha tempo para o que realmente exige gente.

Perguntas frequentes sobre reduzir chamados de TI

Como o gerenciamento de dispositivos reduz o volume de chamados de TI?

Por dois caminhos que se somam. Primeiro, resolvendo remotamente e em massa os chamados que aparecem (reiniciar, reinstalar, reconfigurar), o que os mantém no nível mais baixo e mais barato. Segundo, prevenindo: o monitoramento proativo detecta sinais de falha (bateria, memória, armazenamento, conexão) e age antes de o problema virar ticket.

Quais chamados podem ser resolvidos sem ir até o usuário?

A maioria dos repetidos: app travado ou corrompido, necessidade de reinstalação, configuração errada de e-mail, rede ou VPN, tela congelada e aparelho lento. Todos se tratam à distância por reinício, reinstalação da versão homologada, reenvio de configuração ou acesso remoto à tela.

O que são ações em massa e por que reduzem tickets?

São correções aplicadas a vários dispositivos de uma só vez a partir da seleção de um grupo. Quando o mesmo problema atinge muitos aparelhos, dez chamados idênticos viram uma única ação, o que derruba diretamente o número de atendimentos manuais.

Como prevenir um chamado antes de ele acontecer?

Com observadores de evento no modelo “quando acontecer X, faça Y”. A plataforma monitora indicadores que costumam preceder o incidente e, ao cruzar um limite, avisa o responsável e executa a correção, de modo que o chamado que nasceria amanhã não chega a ser aberto.

Gerenciamento de dispositivos serve para o parque de escritório, não só para campo?

Serve, e é justamente onde o ganho aparece rápido: notebooks, celulares e tablets usados pelos colaboradores dentro do escritório são a origem da maior parte dos chamados repetidos. Padronizar, monitorar e resolver esses aparelhos remotamente reduz a fila do help desk de forma direta.

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